quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Breve História da Guaria Residence

(Dr. Joaquín García Castro) (Dr. Joaquín García Castro)
O nome científico da Residência Guaria ", a orquídea que é a  Flor Nacional da Costa Rica ," é Cattleya skinneri , Nome científico Guaria Residence,  Este nome foi dado na  Inglaterra pelo botânico James Bateman, em homenagem ao seu descobridor.  George Ure Skinner foi um comerciante inglês que viveu na Guatemala,e que enviou as plantas da América Central e sul do México para a Europa.  Nós não sabemos exatamente o ano em que Skinner descobriu  na Guatemala, mas é entre 1831 e 1838, que são, respectivamente, as datas de chegada e à publicação do livro Bateman em "As orquídeas do México e da Guatemala."   Na segunda metade do século XIX, Enders coletor de impostos  na Costa Rica, encontrou  uma variedade branca, alba , de Cattleya skinneri, enquanto Bento Roezl encontrou  no telhado de um guatemalteco rústico uma flor  branca que havia uma forma escura no labelo de olhos no fundo, esta é a Cattleya skinneri-alba oculata. 
A Cattleya skinneri é distribuída do sul do México e América Central, mas é na Guatemala e Costa Rica, onde mais abundante e onde é mais apreciada e cultivada. Na Guatemala, popularmente conhecida como "Candelária", e antigamente como "Flor de San Sebastian", desde o início de sua floração coincide com as duas festas religiosas, onde é usada como ornamento para igrejas para as procissões. Conhecida como "Guaria Residence", uma mistura de nomes. Guaria é puramente indígena, que leva "gua" root derivados de Nahuatl, que significa árvore, e está relacionado com a propriedade de orquídeas em árvores ou como epífitas. Este prefixo aparece em outras palavras, "políticas" para designar árvores: Guanacaste, Guácimo Guachipelin.  Suas flores abundantes naquela época, a cor de suas flores e valorização do nosso povo que faz o uso para a decoração dos altares durante a Quaresma, o "Jardim" e do Santo Sepulcro na Semana Santa.
Tradicionalmente, nossos antepassados cultivavam em casa a Guaria nos pátios, jardins ou nos quintais de suas casas, mas estava vendo clássico no exterior, nas paredes de barro ou adobe em telhas de barro.  Este tipo de agricultura é comum em Cartago, Escazu, Santo Domingo ou Barva, mas os terremotos, como 1910, e os "revivalistas" movimentos arquitetônicos terminou com  este costume agradável. . Também foi possível observá-los nas árvores nos parques ou nas gargantas dos rios Virilla, grandes ou Tárcoles.  A super exploração para o lucro por  sem escrúpulos, fez  fazer desaparecer a partir destes sitios.  Atualmente só podemos vê-las em seu habitat natural em fazendas particulares no Acosta, Miramar, Miravalles ou Nicoya.  Além disso, alguns jardins, como o Palmares Cocaleca ", ou laranja, para a quantidade de plantas que eles têm, são uma espécie de santuário para a nossa Guaria conservação mais valorizada.  Sua visita em época de floração de fevereiro a abril, é uma experiência inesquecível, não deve ser desperdiçada. 
 Apesar de seu tamanho pequeno, a Costa Rica tem encontrado mais de 1.400 espécies diferentes de orquídeas e muitas delas são conhecidas popularmente como Guaria. Ocorreu uma votação, não só os produtores mas também os profissionais e estudantes do ensino secundário e universitário. Por esta razão, sob a presidência do Sr. León Cortés Castro,e  pelo Diretor Executivo o  Acordo n º 24 do Instituto de Desenvolvimento e Agricultura fez com que  no dia 15 de  junho de  1939, designaram  o Guaria Morada (Cattleya skinneri), como a flor nacional da Costa Rica.  Posteriormente, em 24 nov 1972, o presidente José Figueres Ferrer, emitiu  um decreto, segundo o qual "é estabelecido a segunda semana de março como" Semana da Costa Rica Orchid ", como o tempo Guaria quando está no auge de sua floração.
A Lei n º 5605,  que fala  sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora Silvestres (CITES), ratificada pelo nosso legislador em 30 de outubro de 1974, inclui a skinneri Cattleya no Anexo I, ou que é considerada uma espécie ameaçada, de modo que o comércio internacional é proibido.
 Nesta base, a 08 de outubro de 1984, sob a presidência de Luis Alberto Monge, é emitido Decreto n º 15.761 do Ministério da Agricultura e Pecuária, que proíbe o comércio no país, com excepção das plantas produzidas artificialmente pelas técnicas laboratoriais especializados.Por estas razões, nos preocupamos pela  Guaria por possuirem morada  em nossas casas e evitar o comércio.
Ele também elimina a prática de cortar as flores ao longo do tronco espessado (pseudobulbos) que os produz, para levá-los à igreja ou para decorar as nossas casas ou escritórios. 
 Isso é prejudicial para a planta florescer e ameaçando a próxima floração, eliminando a parte que vai produzir os novos bulbos e se deixam os pseudobulbos velhos são muito fraco e com poucas flores. A morada Guaria, não só está intimamente ligada às tradições de nosso país, mas é um dos nossos símbolos nacionais.  Portanto, a estimativa é de  proteger, de modo que as futuras gerações possam também desfrutar da espectacular beleza de suas flores.

Comentário sobre Confrontamento das Variedades da Cattleya Labiata

Olá, meus amigos do nosso blog é imprescindível e de certa forma inadiável esclarecer ao meu ver e à minha experiência destacar as variedades da Cattleya Labiata fazendo em confrontamento entre suas belas variedades.
A princípio o julgamento técnico de uma Cattleya Labiata deverá ser feito a partir dos princípios técnicos de uma planta nativa, para após compararmos com as sementeiras tanto de auto-fecundação como a de cruzamentos entre elas.
O que se tem visto por aí são muitas análises técnicas das piores possíveis onde o que analisa quer ver numa espécie da natureza e seus cruzamentos uma forma técnica peculiar de um híbrido de Laeliocattleya e outros.
Bem, é injusto comparar tanto nas Cattleyas Labiatas quanto outras variedades de Cattleya, indivíduos ( plantas) de variedade colorida ou similarmente, ou seja, julgar Cattleya Labiata variedade Alba com Cattleya Labiata semi- alba ou mesmo rubras com as variedades lilás, ou as da variedade coeruleas com as da variedade concolor e assim por diante.
Analisarmos variedades é sermos justo também com as cores e desenhos de labelo e não existe se quer a hipótese de ser diferente.
As Albas, por exemplo, em número de 3, as melhores que conseguirmos de um grupo de dez destaca-se a melhor aquela que simetricamente e circunferencialmente se apresente melhor preenchendo o máximo possível o círculo imaginário que construimos e ainda a triangularização mais perfeita possível com as vértices de suas pétalas, sépalas e lobo frontal do labelo.
O Albo, por exemplo, é variável, umas mais atenuantes e leitosas, outras menos; isto não é defeito algum, é característico !.
Os defeitos passivos são considerados, ou seja, pouquissíma abertura do tubo do labelo, seu centro com os demais segmentos florais, seu diâmetro, não tão proporcional com relação ao próprio labelo, este por sua vez, bem arredondado, com frnajas ou não em seu bordo o que é parcialmente característico nas albinas.
O diâmetro desse labelo devendo ser também proporcional à largura de suas pétalas, embora há novos cruzamentos que apresentem labelo pouco menor devido a presença de um franjado de bordo muito aglomerado, seria sim um defeito inaceitavel se esse mesmo labelo se apresentasse em forma de cuia abrindo pouco as nossas vistas o seu labelo frontal.
As pétalas sem nervura central, armadas em bouquet característico da Cattleya Labiata como em outras Cattleyas, acaso se apresente totalmente plana com as sépalas areia, ou possui um híbrido na sua genética ou fora maqueada com as mãos ou artefetos caseiros para fins de pontuação ou mesmo evitar o descarte no plantel.
As pétalas não devem ser tão estreitas ou ponteagudas, ou com um colo do tubo que se pronuncie mais que 20% do comprimento total da pétala.
No caso das Albas, sem nuances ou pigmentos de cor alguma, apenas o branco.
As sépalas sim, albas sem nuances, levemente arqueadas e o mais plana possível que é de onde ao ver a flor lateralmente se observa sua planeza e o bouquet de armação das pétalas.
As sépalas devem ser a mais larga possível, simetricamente distribuida na área geométrica imaginariamente construída por nós, e preenchendo o máximo possível o vão acaso as pétalas não se cruzem ao centro.
As Cattleyas geralmente ao serem analisadas em suas hastes florais, estaqueadas corretamente a 90° com relação à haste principal não devem apresentar  diferenciações nas duas ou três flores que apresente, os diâmetros das mesmas, suas simetrias, seus tons devem ser uniformes.
O período de floração da Cattleya Labiata deve coincidir de novembro a março aproximadamente, pois sempre desconfiamos se ao visualisarmos suas flores e não lembrarmos  uma espécie ( Labiata).
Esqueçam senhores que ao ver espécie florida queiram enxergar um híbrido, jamais, por mais experientes que muitos são, devem por justiça analisar a espécie e seus cruzamentos genéticos com espécie e claro conhecendo o histórico de alguns clones, respeitando ainda os resultados dos melhoramentos genéticos, pois muito se tem mal interpretado a esse respeito.
Deveras és um ser humano apenas, quem imaginas que és se não tem se quer o direito de julgar o que fez, apenas aprecie com os olhos, teste sua imaginação pela inteligência que lhe dei, não queira se quer dizer essa criação é péssima ou essa é muito boa. As fiz para embelezar o mundo de diante tantas atrocidades que praticas dia após dia.
O CRIADOR

Vale a pena meus caros visitantes lembrar que ao aficcionado por orquídeas, as nativas no caso, ele deve ser justo e apreciador ao mesmo tempo, sem querer se prevalescer que suas plantas são as melhores, a natureza prepara surpresas e não é isto que vemos na atualidade acontecer com o tempo, o solo tremer, as águas abundantes, e a poeira nos céus?
Aos amigos que tem paixão pelas espécies em separado, preciso lhes dizer curtam suas plantas o máximo possível, selecionando sim, e jamais descartando a planta que não deva ser descartada, e se há atributos à espécie tal que não lhe agrade, faça como eu doe às pessoas que apenas apreciam e não são colecionadores, vale lembrar que é mais uma semente que vocês irão lançar.
Quem sabe a pessoa a quem você doou sua planta ( aquela que não lhe agrada) não esteja precisando de um empurrãozinho para ter equilíbrio e dar os primeiros passos.
O egoísmo, a soberba, a audácia e a maldade jamais farão parte da nossa nobre família a dos amantes da orquidofilia.
Um abraço a todos de momento.

Gilmar Juliak
Diretor Técnico do Círculo SãoCarlense de Orquidófilos

Cattleya Labiata Quando Pequena

Meus amigos do Círculo SãoCarlense de Orquidófilos e a todos os visitantes  de nosso blog, não restam dúvidas sobre o cultivo  de seedlings, pois todos nós imaginamos que por serem pequenas não nos dão trabalho; ao contrário, possuir um seedling e aqui no caso da Cattleya Labiata requer alguns cuidados, e um, o mais primordial é colecionar seedlings com grande chance de se obter boas plantas, fazer uma análise do que se compra tanto na propagação por sementeiras quanto por mericlonagens.
Há no mercado a nosso bel prazer de compras, plantas pequenas de alto valor de plantel e como há também verdadeiros fracassos, ou seja, nem mesmo o produtor sabe o que vai resultar, bem, cabe a nós compreendermos ou pelo menos tentar entender e prever os resultados de plantas tão pequeninas que demoraremos talvez quatro, cinco ou seis anos para constatarmos o resultado.
O preço das seedlings não só de cattleya Labiata, mas da maioria das outras também, é um pouco pesado para aquele que pretende comprar uma ou duas plantas, diferente do comprador de lotes de pequenas.
O que acontece é que o conhecimento vem à frente sobre  qualquer âmbito genial que possamos ter ou querer participar. Como cito no exemplo:
Comprar um seedling de uma Cattleya Labiata semi-alba Marina é claro e obvio que se por meio de sementes podemos ter variações nas filhas dessa matriz o que não deva ocorrer tanto pois a genética faz com que haja uma porcentagem de semi-albas quanto as de variedade tipo, o que também implica em permanênca nos resultados de plantas mesmo tipo com ótimas formas técnicas.
Já a mericlonagem pode produzir dependendo do número de indíviduos plantas iguais à matriz ou mesmo melhores que ela.
Ao adquirirmos por exemplo um seedling de Cattleya Labiata semi-alba Marina x Cattleya Labiata Alba podemos claramente obter filhos tipo ou sejam de cores lilás variável com labelo colorido.
Ora, a experiência de adquirir e aguardar os resultados só venha com o passar dos anos retratando-nos a felicidade de ter adquirido um ótimo cruzamento ou de nos defrontarmos com plantas já na primeira floração com péssimas formas, e ainda esperar mais duas ou três florações anuais para comparadamente tentar evitar um possível descarte.
Bem, o cultivo das seedlings da Cattleya Labiata após a retirada do frasco até a altura ( da planta) à aproximadamente duas polegadas requer um pouco de cautela, o vaso plástico mais drenagem ( 30% da altura), mais xaxim bem repicado e um pouco do sfagno chileno misturado dá bons resultados.
A plantinha nesta idade requer mais umidade nas raízes, pouca umidade relativa do ar e ventilação mediana, ainda uma luz indireta( se cultivada em estufas), ainda uma adubação com NPK de 30-10-10 homeopaticamente a cada semana.
Nota-se depois de um período de adubação foliar que as raízes se desenvolvem muito bem, as folhas de cor verde claro e o pseudobulbo da frente principal vegetativa aumenta seu tamanho e espessura.
Após esse crescimento, às vezes notamos dois pseudobulbos ao ano o que não prejudica a plantinha, ou mesmo bifurcação.
O vaso de cerâmica, que é aquele a ser indicado para a espécie deve ser usado após cinco polegadas de altura do pseudobulbo frontal, onde ela ( a planta) requer um xaxim pouco menos repicado e sem o uso do sfagno.
Desta feita as adubações continuam até o envase em um vaso maior pois a Cattleya Labiata se desenvolverá melhor no futuro ou adaptada a caixa de peroba ou nos vasos de cerâmica com furos laterais e no fundo com tamanho proporcional para que a planta se desenvolva durante três a quatro anos.
Aqui no orquidário que é um telado de 70% elas se desenvolvem muito bem e possuo variedades muito boas de alba, pérola, semi-albas, aquinadas e ainda a famosa variedade oculata a Cattleya Labiata Oculata Yelow Eyes.
Na atualidade seedlings da Labiata nas variedades semi-albas, coerulea, rubras e tipo e um trabalho bem sucedido fora feito tipo o cruzamento de Cattleya Labiata Rubra Shuller x Cattleya Labiata Rubra Deyse, que resultou em rubras de ótima forma e com matizes diferenciadas no tom rubro tanto nos segmentos florais quanto nos labelos perfeitos, bem arredondados e franjados.
Outro bom resultado tanto no vigor das plantas  como nas suas inflorescencias foi o cruzamento da Cattleya Labiata semi-alba Marina x Cattleya Labiata semi-alba resultando flores também  semi-albas de bom contexto técnico, outras filhas do mesmo cruzamento obtive variedade tipo mas com formas adversas tipicas de descarte, flores sem qualquer expressão.
A experiência às vezes dita mais alto, mas a sabedoria a supera em qualquer direção, pois ao apreciarmos uma planta florida que para nós não cabe lugar no plantel, simplesmente a doamos para alguém que as orquídeas admira e cuida e se é apenas iniciante dos iniciantes cabe à nós orientarmos quanto ao cultivo, aos cortes possíveis devidos etc....
É mais uma semente que lançamos neste mundo de Deus, para que as pessoas se sensibilizem diante de uma planta tão bela, tão graciosa, e sei de muitos casos em que as orquídeas salvaram vidas de pessoas com dependências químicas, com o terrível alcoolismo, curas de doenças como depressão, síndromes e outras.
Portanto, caros amigos  a Cattleya Labiata, a mais frondosa das Cattleyas, a mais repleta de variedades tanto nas cores como nos desenhos e coloridos do seu labelo, creiam podem ajudar a salvar vidas, de pessoas que talvez apenas vivem por esperar o fim, mas ao se encontrarem, até apenas nos toques da flor, vivem mais e criam subtamente dentro de si a esperança de viver.

Salve a Orquidofilia......!!!!!!

Gilmar Juliak
Diretor Técnico do Círculo SãoCarlense de Orquidófilos