segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Variedades da Cattleya Labiata

Amigos e amantes da orquidofilia, volto mais uma vez a falar sobre a nossa Cattleya Labiata e a palavras que pretendo passar vem a acrescentar o que no inicio do nosso blog, postamos como as variedades desta belísima Cattleya.
Apresenta uma gama de variedades de cor e desenhos de labelo de Cattleya Labiata Lindley editado pelo professor João Paulo de Souza Fontes onde ele relata mais minusciosamente as variedades e são os meus conhecimentos de variedades  até de outras Cattleyas unifoliadas baseados nesse maior grupo de diversas Labiatas. a Seguir:
"Classificação pelo Colorido e Desenho dos Labelos"
-ALBA: segmentos florais albo puro apresentando nas fauces do labelo o amarelo variável do ouro limão.
-ALBA PLENA: segmentos florais branco puro não apresentando o colorido amarelo nas fauces mas com nuances de verde claro.
-COERULEA: segmentos florais levemente azulados apresentando no lóbulo frontal do labelo um tom azul mais forte, acentuado e nas fauces o colorido amarelo.
Dentro da variedade de labelos possui:
-AMETHISTINA: lóbulo frontal de cor amethista
-ARDÒSIA: lóbulo frontal de cor azul-aço.
-COERULENS: lóbulo frontal com tom malva,quase concolor.
-ROXO BATATA: lóbulo frontal de cor roxo escuro avinagrado
-VIOLETA: lóbulo frontal de cor roxo azulado.
- CONCOLOR: possui segmentos florais de uma mesma cor. No lóbulo frontal um tom levemente mais forte sem manchas ou traços. As fauces apresentam manchas esbranquiçadas com a coloração amarela.
Sub-divisão do grupo das Concolores:
- Concolor Lilás
-Concolor Rosada
-Concolor Coerulea
-FLÂMEA: segmentos de cor lilás variável apresentando nas pétalas um tom intenso direcionado do meio ao seu ápice. No lóbulo frontal apresenta cor purpura e as fauces esbranquiçadas com o amarelo superposto.
-LILÁS: possui segmentos em tom lilás médio e com o lóbulo frontal do labelo de cor branco ou lilás claro. Nas suas fauces o colorido amarelo.
-PÉROLA: possui segmentos florais brancos tingidos por um tom róseo suave. No lóbulo frontal do labelo possui tom purpureo ao sanguíneo. As fauces em tom amarelo.
-ROSADA: segmentos florais rosa-claro com um lóbulo frontal da cor púrpura ao sulferino. Nas fauces o amarelo.
-RUBRA: possui segmentos florais quase rubro com labelo mais escuro variável. Nas fauces não apresenta o esbranquiçado. As fauces são lilás- escuro com amarelo ocre superposto.
-SEMI-ALBA: possui segmentos florais brancos com o lóbulo frontal colorido e com as fauces em amarelo.
"Classificação pelos tons de labelo ( SEMI-ALBA) "
-Amoena; Púrpura; Roxo Bispo e Sulferina.
- SEMI-CONCOLOR: possui segmentos florais rosa claro variável. O lóbulo apresenta alguns traços, manchas ou pigmentos, variáveis de floração à floração. O lóbulo pode apresentar um tom mais forte. As fauces podem apresentar o esbranquiçado e o amarelo.
-SUAVE: possui segmentos florais brancos com sopro róseo quase imperceptível. O lóbulo frontal possui tom lilás-rosa-claro até o cárneo. E nas fauces a coloração amarela.
Observação: inclui o grupo das Amesianas
-TIPO: possui segmentos florais lilás médio com lóbulo frontal de mancha purpurea às vezes com o bordo mais claro. As fauces possuem o esbranquiçado com o amarelo superposto.
- VINICOLOR: segmentos florais de cor vinho tinto e com o lóbulo frontal mais intenso e nas fauces apresentam o amarelo ouro.
"Identificação Peloríadas."
-TRI-LABELO: possui segmentos de cores variáveis. Possui três pétalas, possui três labelos. Ela possui um labelo que é o normal e nas pétalas apresenta um labelo não definido ou seja imitando a ter três labelos.
-LABELÓIDE: possui sépalas inferiores com características de um labelo. A sépala superior possui uma deformação imitando ser uma pétala.
A seguir veremos a "Classificação pela forma de Colorido de Labelo: "
1- Anelato: apresenta na entrada do tubo um colorido em forma de anel.
2- Atro: quando o colorido escuro do labelo estende-se pela parte externa do tubo até a sua junção com os outros segmentos florais.
3- Estriado: possui uma estria escura sobre o colorido base do labelo
4- Íntegro: quando o colorido básico do labelo se estende pelo interior do tubo.
5- Marginato: quando o colorido base do labelo fica separado do bordo desse por uma margem mais ou menos acentuada.
6- Oculato: apresenta na entrada do tubo duas manchas amarelas dando a impressão de olhos.
7- Orlato: quando o colorido básico do labelo se estende pela orla da parte frontal do tubo.
8- Punctato: quando o lóbulo frontal apresenta uma mancha em tom mais escuro.
9- Venoso: possui veias escuras que se entrecortam sobre o colorido base do labelo.
10- Venoso-Estriado: esse labelo possui veias que se entrecortam e se unem formando uma única estria simétrica sobre o lóbulo frontal.
Aqui, veja a construção específica de uma nomenclatura simplificada da nossa Cattleya Labiata Lindley:

"Cattleya " >> Gênero
"Labiata" >> Espécie
"Semi-Alba" >> Variedade
"Ivone" >> Clone
"Marginato" >> Variedade do Labelo

" Cattleya Labiata Semi-Alba Ivone Marginato"

 Gilmar Juliak
Diretor Técnico e sócio do Círculo SãoCarlense de Orquidófilos

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Cattleya Labiata

No resumo sobre breves comentários sobre nossa Rainha do Nordeste, devo dizer que a planta rústica e robusta vegetativamente falando é a nossa orquidácea com maior número de variedades, e sem dúvidas, melhor forma técnica superando bastante a sua parente mais próxima e também brasileira a Cattleya Warnerri.
De modo geral quando adquirimos a planta estamos gradativamente assegurando a sua permanência, pois a devastação por qualquer forma que esteja ocorrendo anulou por completo a sua ocorrência, algumas variedades já não existem na natureza, as coletas em grupo que ocorriam no passado eram inconcientes, e que abalavam sorrateiramente esta linda nativa brasileira.
Favorecida e aclimatada perfeitamente num clima vamos dizer sêco e de muita iluminação, prospera em touceiras e mais touceiras nas árvores das regiões de Alagoas, Ceará e Pernambuco.
Com uma capacidade enorme de adaptação, quando sai desses Estados e é cultivada em climas e altitudes à ela adversas, prolonga e diminui o tamanho de seus pseudobulbos, suas folhas pouco elípticas, e mais arredondadas, se alongam, a planta ganha porte quando cultivada nos estados do sul e sudeste, não prejudicando jamais as suas inflorescencias, tecnicamente dizendo.
A boa Cattleya Labiata não se ressente, de tanta chuva e frio e adversidades de temperatura e clima decorrentes no mesmo dia.
Aguardo, meus caros amigos já para este ano a floração da Cattleya Labiata tipo Helena x Cattleya Labiata Nomura, creio que pelos tons de folhas e pseudobulbos, cor verde claro deva ela me surpreender com flores da variedade tipo clara ou tipo mediana de matizes.
O cruzamento por mim fora adquirido na Exposição da cidade de Limeira-SP- em 2009.
Assim da mesma forma adquiri um cruzamento de Cattleya Labiata Helena x Cattleya Labiata Batatais que já resultou no ano de 2009, uma única flor da variedade tipo clara com tamanho pequeno devido à precocidade da planta.
A forma técnica a mim agradou, com uma boa simetria e circularidade de seus segmentos florais, num possível cruzamento de pétalas para futuras florações.
Como bom  apreciador de uma boa seedling em sua primeira floração muitas vezes típica da precocidade, agaurdo alguns cruzamentos que suspeito resultar em flores satisfatórias como as Cattleya Labiata Rubra x Cattleya Labiata Rubra  e Cattleya Labiata A.Paccione x Cattleya Labiata S/A Marina.
Bem, a esperança é que nós cultivadores e selecionadores estejamos no caminho certo, aguardando que mais e mais cruzamentos de nossa Rainha sejam trabalhados, bem como as mericlonagens de grandes Cattleyas Labiatas assim como a "Marina"; a alba Fátima; a Rubra Pernambucoi; a semi-alba Odete; a tipo Emilia; a concolor Fraga e outros tantos clones famosos sejam feitos provocando a cada dia, que a nova Orquidofilia não é a mesma de cem ou duzentos anos atrás, quando somente os homens de poder e os ricos de posse guardavam a sete chaves para si mesmo as Orquidáceas mais bela e raras mostando puro egoísmo.
Na atualidade nossa Rainha Nordestina pode ter sido ferida, pois com certeza em muitas áreas nativas deste imenso Brasil, não há mais lugar para que elas vivam e procriem.
Colocadas para embelezar o Nordeste tão castigado pela seca e hoje apenas cultivada em laboratórios por sistema In Vitro para fins de que nós a cultivamos com amor, respeito e muito simbolismo popis eu até diria:
-A flor símbolo do Brasil é a Cattleya Labiata Lindley.
As suas seedlings quando cultivadas com excesso de nitrogenação desenvolvem-se plenamente, os tamanhos dos novos pseudobulbos impressionam, resultando logo em flores ou precoces deficientes ou mesmo abortivas dentro  até da espata( bainha).
A adaptação que lhe é característica faz com que a semi-adulta venh a modificar o seu aspecto vegetativo com a nulação do nitrogênio e entre outros produtos que se dizem maravilhosos vendidos no mercado.
Somente com um período de aproximadamente três anos de cultivo num mesmo orquidário passando dia-a-dia pela mesma porcentagem de luz, de umidade do ar, de aereação e de uma interrupção de adubação foliar é que a Labiata consegue se desvenciliar desses efeitos maléficos que são as adubações seguidas e com exageros de dosagem simplesmente apenas para fins de venda rápida das plantinhas no mercado.
Vou citar por final algumas  variedades que requerem maiores observações de nossa parte ao cortar uma divisão, ao replantar, ao processo mais lento de recuperação após o stress das incisões e envases mesmo que corretos.
-São elas: as variedades coeruleas, concolores e as rubras principalmente.
Ora, como um ser vivo e engenhoso a orquídea sente, se retrai perante cortes e envases mesmo que corretamente executados.
As variedades tipo, Albas e Semi-albas já não refletem tanto essas diminuições vegetativas, pós incisão e pós envase, elas resistem mais, e alguns indivíduos até agradecem exibindo uma ou outra frente vegetativa a mais sem redução do tamanho do nosso bulbo.
As florações das variedades acima muitas vezes não sentem tanto aos cortes e envases, elas se mostram com flores ou iguais ou até melhores que quando outrora vegetavam sobre um substrato com um Ph insuficientemente alcalino ou ácido.
Nota: Quando seedlings muitas vezes produzem folhas verde muito claras ou muito escuras ou com tons lilases na sua parte inferior ou que não implicam que as claras resultem Albas ou Concolores, as de folhas escuras resultem em tipo de Coeruleas, e as de tons lilases em rubras, tipo escuras.
A genética nos prega cada peça!

Gilmar Juliak
Diretor Técnico do Círculo SãoCarlense de Orquidófilos

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Final de Ano

Olá, amigos do nosso blog, se aproximam as festas de final de ano e desde já desejo a vocês, aficcionados pelas orquidáceas, um Feliz Natal repleto de paz, harmonia, saúde e prosperidades.
Que o ano vindouro seja um ano de muita paz, saúde alegrias, ótimas renovações e plenas realizações à vocês e a seus familiares, esses são além de meus sinceros votos, são também os do Círculo SãoCarlense de Orquidófilos.
Votos de boas festas também para os nossos associados e associadas, que seja um bom Natal, um próspero ano de 2011, que nossas pequenas orquídeas cresçam bem mais, que nossas florações sejam abundantes e expressivas neste ano novo.
Em Especial ao amigo João Carlos, o Rubens, o Gilberto, O Sr. José Jesus, a Dona Maria, a Amanda, a Zenaide, a Eliana, a Vanda, ao Adolfo,  ao super hiper vice-presidente Walter , ao Oswaldo, ao Shitara, ao João Rosa enfim a Isabel, que faz as melhores balas de côco que já provei, ao Sr. José seu esposo muito meu amigo.
Ao Claudio Vismara meu amigo e professor.
Bem, a todos da família orquidófila que encontramos nas idas às exposições das outras cidades: Ao Xavier e o João lá da bonita Sorocaba, ao Sr.João e sua esposa lá de Piracicaba, ao Sr.Luiz e Dona Rosa lá de Leme, ao Sr.Luiz de Monte Alto, ao Lúcio lá de Matão, a Leninha e suas filhas lá de Guaxupé-MG- e ao Adolfo também lá de Guaxupé.
Boas Festas para o Celso de Batatais, ao Sr.Fernando, ao Alcides, e o André Cavasini, os dois doutores da Cattleya Walkeriana.
Abraços e ótimas festas ao Carlos ( Carlão) lá de Barretos, ao Walter e a Rose lá da bonita Lins.
A todos os presidentes e membros das Associações Orquidófilas do Brasil que conosco compartilharam no decorrer deste ano de 2010, todas as alegrias, e também tristezas que só o tempo apagará, e os momentos felizes jamais serão esquecidos.
Felicidades aos novos membros, diretores e Presidente da CAOB e associações filiadas.
Em especial aos amigos que durante o ano todo nos proporcionaram as aquisições de belas orquídeas e o prazer e descontração e alegrias de suas companhias, são lá: O Salvador Gorni e o João do Orquidário da Serra  da bonita São Pedro, o Juliato  e a Dona Jesulina da bonita Limeira, do orquidário Juliato, o Márcio Borse lá de Caieiras, o Márcio Vanique e a Cristiane sua esposa da aconchegante Analândia, o Pires lá do Orquidário Bela Vista, lá de Assis, ao Jordão e a Cristina lá de Rio Claro do Orquidário Jordão, o Cesar Wenzel, o Raphael e meu amigo professor Ewaldo Wenzel ´também de Rio Claro, do Orquidário Rioclarense.
Um voto sincero de boas festas e próspero ano novo, ao Luiz e a Fátima aqueles amigos que nos acessoram com vasos, adubos, ferramentas, inseticidas, etc.
Ao Claudio Vismara e o Paulo meus amigos lá do Orquidário Vismara de São Carlos.
A todos os amigos do Orquidário Minami, do Orquidário Astrea, do Orquidário Nova Londres , do Orquidário Seidel, do Orquidário Primavera do Darlan.
Em especial ao amigo Jair lá de Rio Claro.
Bem, enfim a todos os meus mais sinceros votos de muita saúde, alegria e paz, e um ano de 2011 repleto de boas vendas ( no caso os vendedores), e muitas orquídeas floridas.
Um grande Abraço.

Gilmar Juliak
Círculo SãoCarlense de Orquidáofilos